Não
barganhe elogios através de suas boas ações, não é porque você trata bem as
pessoas que elas são obrigadas a te amar. Ame por meio de seus atos e palavras,
mas não espere nada em troca. A partir do momento em que você demonstra seu
amor por alguém visando receber um tapinha nas costas, você já não está amando a pessoa, está amando suas próprias qualidades; nossa como eu sou bonzinho,
como eu sou legal...
O texto abaixo é um trecho retirado do livro de C.S. Lewis, Cartas de um diabo ao seu aprendiz. Este
livro mostra um demônio dando dicas ao seu sobrinho de como tentar uma pessoa
usando a humildade:
“Tente pegá-lo naquele momento em
que ele estiver bem pobre de espírito, e sorrateiramente enfie na cabeça dele
esta agradável reflexão: ‘Céus, estou sendo humilde.’ Você verá que quase
imediatamente o orgulho – orgulho pela sua própria humildade – aparecerá. Se
ele perceber o perigo e tentar sufocar essa nova forma de orgulho, faça-o ficar
orgulhoso de sua tentativa – e assim por diante, em quantos níveis desejar.”
Orgulhar-se da própria
humildade é um tanto paradoxal. É interessante sempre refletirmos nas nossas
intenções, será que realmente somos tão legais quanto pensamos? Devemos reconhecer
onde erramos e onde acertamos. É muito importante termos consciência dos dois. Nem
sempre você erra, mas nem sempre você acerta, se conheça e seja sincero consigo
mesmo.
Obs.:
humildade e falsa modéstia são coisas diferentes.
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