quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Qual a sua intenção?

      Não barganhe elogios através de suas boas ações, não é porque você trata bem as pessoas que elas são obrigadas a te amar. Ame por meio de seus atos e palavras, mas não espere nada em troca. A partir do momento em que você demonstra seu amor por alguém visando receber um tapinha nas costas, você já não está amando a pessoa, está amando suas próprias qualidades; nossa como eu sou bonzinho, como eu sou legal...
      O texto abaixo é um trecho retirado do livro de C.S. Lewis, Cartas de um diabo ao seu aprendiz. Este livro mostra um demônio dando dicas ao seu sobrinho de como tentar uma pessoa usando a humildade:

    “Tente pegá-lo naquele momento em que ele estiver bem pobre de espírito, e sorrateiramente enfie na cabeça dele esta agradável reflexão: ‘Céus, estou sendo humilde.’ Você verá que quase imediatamente o orgulho – orgulho pela sua própria humildade – aparecerá. Se ele perceber o perigo e tentar sufocar essa nova forma de orgulho, faça-o ficar orgulhoso de sua tentativa – e assim por diante, em quantos níveis desejar.”

      Orgulhar-se da própria humildade é um tanto paradoxal. É interessante sempre refletirmos nas nossas intenções, será que realmente somos tão legais quanto pensamos? Devemos reconhecer onde erramos e onde acertamos. É muito importante termos consciência dos dois. Nem sempre você erra, mas nem sempre você acerta, se conheça e seja sincero consigo mesmo.

Obs.: humildade e falsa modéstia são coisas diferentes.

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